Histórico Geográfico

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A Contraproposta Americana ao Tratado de Kyoto e a Posição Brasileira

     O texto aborda a contraproposta dos EUA ao Tratado de Kyoto e analisa o posicionamento brasileiro na assembleia em Kyoto, Japão.
     Os EUA defenderam uma proposta que é considerada mais uma estratégia política do que uma proposta. A contraproposta americana prever um incremento nas emissões de gases de efeito estufa, em contraposição ao corte apresentado pelo protocolo. Para os americanos, a redução se fundamentava em 18% do PIB (Produto Interno Bruto).
     Já a participação do Brasil foi controversa, ambígua, e qual a razão?
     O país tem uma matriz energética menos poluente, as hidrelétricas, mas as elevadas taxas de desmatamentos foram o ponto sensível do governo brasileiro. Apesar das pressões, o governo brasileiro impediu que acordos a respeito do desmatamento fossem tomados, o que deixou o país numa posição favorável para as grandes madeireiras e os latifundiários continuarem degradando o meio ambiente no complexo amazônico.  

As Leis de Zoneamento e a Impermeabilização dos Solos

     Vamos tratar um pouco das Leis de Zoneamento e da Impermeabilização dos Solos?
     Geralmente a cada dez anos, os municípios elaboram as Leis de Zoneamento, que têm como finalidade determinar o que pode ou não pode ser feito em determinada área ou ambiente. Vários setores da sociedade desrespeitam essas leis, gerando profundos impactos ambientais, precisamente no complexo regional Centro-Sul.
     A impermeabilização dos solos é ocasionada pelo excesso de construções de calçadas e asfaltos. Com isso, as águas da chuva, que deveria infiltrar nos solos e assim abastecer os lençóis freáticos acabam “sobrando” na superfície e ocasionando enchentes com prejuízos socioambientais.
     A impermeabilização excessiva é consequência também do desrespeito a Lei do Uso do Solo, que destina cerca de 30% da área total dos imóveis para à infiltração de água da chuva.

As Variações da Floresta Amazônica

     A maior floresta do mundo possui três variações: mata do igapó; mata de várzea e mata de terra firme. Estas variações são explicadas pela irregularidade do terreno.
     A mata do igapó está localizada nas proximidades dos terrenos alagados, na parte mais baixa. Suas árvores não passam de 20 metros de altura. É a floresta alagada.
     A mata de várzea está localizada no terreno que, periodicamente é inundado durante as cheias do Rio Amazonas e seus afluentes. Suas árvores são de porte maior com destaque para a seringueira e o cacaueiro.
     Já a mata de terra firme está localizada em terreno livre das enchentes fluviais. Sua vegetação é menos densa do que a mata de várzea. As árvores chegam a atingir de 30 a 50 metros. É nessa variação que ocorre o extrativismo de madeira. Na mata de terra firme se destaca o guaraná, o pau-rosa, a castanheira e o mogno.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Divisão Regional Brasileira de 1989/1990

     O território brasileiro até 1989/1990 passou por diversas regionalizações: a de Delgado Carvalho em 1913, que é considerada a primeira divisão regional do Brasil; a de 1938, que estabeleceu cinco regiões (Norte, Nordeste, Este, Sul e Centro); a de 1942, a de Pedro Geiger em 1964, que se fundamentou no desenvolvimento do capitalismo, e a de 1969/1970.
     Essas regionalizações do espaço brasileiro obedeceram a parâmetros e produziram novas configurações. Quais então, os parâmetros da divisão regional de 1989/1990? Qual a nova configuração?
     Em relação aos parâmetros adotados, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) observou que, o desenvolvimento capitalista provocou mudanças em várias partes do território brasileiro, gerando grandes inovações socioeconômicas, mas áreas sem avanços e outras com problemas; também levaram em consideração as condições naturais, e os processos de metropolização e industrialização.
     Quanto à nova configuração, as alterações foram:
. A criação do Estado do Tocantins por meio da Constituição de 1988;
. A integração do Território Federal de Fernando de Noronha ao Estado de Pernambuco;
.Os Territórios Federais de Roraima, Rondônia e Amapá foram elevados à categoria de Estados;
.O novo Estado de Tocantins passou a pertencer à região Norte.


A relevância do Complexo Amazônico Para a Economia Brasileira

     Antes de abordarmos a respeito da importância do complexo amazônico para a economia brasileira, vamos conhecer como o espaço geográfico se formou.
      O espaço geográfico amazônico tem princípio na política de proteção desse território que, segundo o tratado de Tordesilhas estava no domínio da coroa espanhola. Esta proteção fora exercida pela coroa portuguesa que no século XVII estava sob a submissão aos espanhóis. Portanto, fortes foram construídos, possibilitando uma configuração nova na paisagem amazônica, como o forte do presépio. Já em 1616, fundaram a cidade de Santa Maria de Belém, a qual é hoje Belém, a capital do Pará.
     Além das fortificações, que foram mais de 40, o espaço geográfico se expandiu na medida em que, a busca pelas drogas do sertão torna-se um rico negócio para os invasores.
     Com o ciclo da borracha (XIX e início do XX) essa região atraiu indivíduos de todas as partes, particularmente do nordeste brasileiro fugindo dos efeitos danosos do fenômeno natural da seca.  Cidades como Manaus e Belém tornaram-se prósperas. Mas, o período de esplendor da borracha chega ao fim, em virtude da concorrência externa, asiática, concorrência essa que, só sucedeu em razão da biopirataria de sementes da seringueira, que é típica da região amazônica.
     O espaço geográfico do complexo amazônico ganhou nova reestruturação mais evidente no período do regime militar com criação da Zona Franca de Manaus, da criação da polamazônia, das agrovilas, dos projetos agropecuários, das políticas de construção de grandes rodovias, de instalação de projetos de extrativismo mineral.
     Para a economia brasileira e para diminuir a mobilidade populacional é extremamente importante que, a Zona Franca de Manaus garanta mais empregos, desenvolvendo ainda mais a economia local. Também é relevante o extrativismo mineral para ampliar a oferta de empregos. Todavia, não se pode perder de vista o cuidado com o meio, respeitando as leis ambientais. Enfim, desenvolvimento socioeconômico do complexo amazônico, mas com sustentabilidade.
    

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sociedade, Governo e Empresas Privadas: Fiscalização e Monitoração das Resoluções Tomadas a Nível Internacional Em Questões Concernentes aos Problemas Ambientais

    
     A conjuntura de um mundo global, proporcionado pela tecnologia, pelos acordos econômicos e políticos, pela influência cultural e científica, faz sentir, nos mais diversos lugares as políticas, as resoluções tomadas no âmbito internacional. Portanto, os locais revelam não somente as identidades nacionais dos indivíduos, mas os aspectos externos, internacionais. O local é uma mistura do perto (interno) e do longe (externo). O homem capitalista é um ser local e internacional. Um eclético. Mas como esse indivíduo eclético pode fiscalizar participando da sociedade, do governo, das empresas privadas as decisões tomadas a nível internacional?  No nosso caso, os acordos relacionados aos problemas ambientais.
     Os acordos firmados podem ser verificados por meio da divulgação a nível local e internacional das medidas que foram executadas. Por exemplo, a execução de infraestrura de baixa emissão de carbono. Assim, a sociedade perceberá que as resoluções estão sendo aplicadas. Obviamente que, a sociedade terá ciência por meio dos meios de comunicações de massas. Além disso, a população tem o direito de cobrar por meio de seus representantes, mas para isso, é preciso conhecê-los; são comprometidos em resolver os problemas ambientais, também é relevante a denúncia de indústrias poluidoras e de empresas não comprometidas com a sustentabilidade.
     O governo por sua vez fiscaliza a aplicação das resoluções por meio dos seus órgãos responsáveis e através das reuniões a nível internacional cobrando e fiscalizando as medidas tomadas em conjunto.
     Por fim, as empresas privadas não só fará o papel de fiscalizador como também podem auxiliar com as resoluções, participando ativamente de projetos ambientais que contemplem os acordos, como a diminuição da emissão de carbonos, implantação de parques eólicos, o tratamento adequado dos resíduos sólidos, recuperação da mata ciliar, educação ambiental, entre outros projetos.

Reflexões Acerca do Desenvolvimento dos Setores Secundário e Primário da Região Centro-Sul

     O Centro-Sul brasileiro é onde se concentra o maior número de indústrias, tornado-a a região mais próspera do Brasil. Como o Centro-Sul alcançou esta posição no setor secundário?
    
      Do ponto de vista da história econômica, podemos associar o desenvolvimento da referida região a produção do café. Foi o café que garantiu as reservas de capitais e posteriormente a sua aplicação no setor secundário.
    
      Portanto, o café foi o motor principal para o sucesso do Centro-sul. Entretanto, estamos presenciando a descentralização industrial, mas não em direção aos estados do Nordeste ou do Norte do Brasil, o que resultaria na melhoria de renda dessas populações e diminuiria as migrações; essa descentralização está beneficiando alguns estados de própria região Centro-Sul, que tem no agronegócio sua principal fonte de riqueza. Dentre esses estados podemos citar o estado de Goiás.
    
     Além do sucesso no setor secundário, possibilitado principalmente pela riqueza oriunda do café, o Centro-sul destaca-se na agricultura moderna. Como, então se explica também o sucesso no setor primário?
   
     O seu sucesso é explicado na referida região pela concentração de capitais e indústrias, pelos melhores solos, pelo grande mercado consumidor e pelas indústrias ligadas ao setor primário.
    
   

Reflexões Acerca do Fenônemo da Seca no Semiárido Brasileiro

     O fenômeno da seca é de origem natural, especificamente climático. Como já fora mencionado neste fórum é um fenômeno que ocorre em outras partes do globo. Mas, como acontece o fenômeno da seca?
     Segundo o que estudamos na disciplina Climatologia Aplicada, precisamente na página 47: “ocorre sempre que há diminuição do suprimento de umidade das precipitações ou de umidade armazenada no solo insuficiente para atender as necessidades hídricas das plantas”. Portanto, a seca é motivada pela insuficiência de uma determinada precipitação, no caso, a chuva. Porém, quais as suas consequências?
     Os efeitos do fenômeno da seca vão desde os naturais aos de ordem sociais. Entretanto, a reflexão proposta neste fórum é: Quem, realmente, se beneficia com a perpetuação do fenômeno?
     Também já fora mencionado que locais com precipitações inferiores ao semiárido brasileiro, resolveram a questão da seca, como em Israel por meio de técnicas como o gotejamento utilizado na agricultura. Mas o fato é que, em Israel há uma população (governo e o povo) com uma visão diferenciada- a de povoar e produzir. Enquanto, no Brasil, o semiárido é uma fonte de riqueza para “políticos locais e nacionais”, que se aproveitam dos efeitos do fenômeno da seca para incrementarem o seu poder político e econômico.
     Portanto, entendo ser o semiárido brasileiro uma sub-região não só de povoamento, mas também de exploração. Exploração da população, que não tem visão política. As políticas para diminuir os efeitos da seca não contemplam a população de cerca de 12 milhões de brasileiros. A transposição das águas do Rio São Francisco, apesar de gastar dos cofres públicos, bem menos que será usada na construção do trem bala, ligando o Rio de janeiro a São Paulo, aumentará o poder econômico dos grandes agricultores.
      A irrigação não chegará às pequenas propriedades, onde residem os mais pobres. O solo do pobre não receberá água, mas o solo dos ricos proprietários, sim. Os pequenos agricultores de subsistência continuarão orando por São José que mande chuva para o sertão. Os severinos e severinas continuarão se movendo em direção ao sul e quando chegam vão trabalhar em serviços: nas construções, nas casas de famílias... “Não serão mais chamados de pernambucanos, paraibanos..., mas de paraíbas”.
     Em fim, a indústria da seca é ampla, enquanto o estômago do sertanejo se contrai, diminui. Mas, “quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação...”
   
 
    

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Rio 92: considerações

     Também conhecida por Eco 92, a Rio 92 foi uma assembleia organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) com a finalidade de debater as mudanças ambientais relacionadas aos impactos antrópicos.
     A Rio 92 foi a 2ª reunião dessa natureza, a primeira ocorreu em 1972 em Estocolmo. A reunião de 72 teve grande relevância, uma vez que, proporcionou visibilidade aos problemas ambientais, principalmente no continente europeu.  Além disso, contribuiu criando o palco para a assembleia no Rio de Janeiro, a Rio 92. Outra contribuição para a Rio 92 foram as discussões em torno das mudanças climáticas e dos desmatamentos, que estavam em voga.
     A participação brasileira nessas reuniões caracteriza-se pela ambiguidade. Enquanto em Estocolmo 72, o governo se posicionou contra o acordo, em virtude do desenvolvimento industrial, logo, sem aderir à preservação ambiental; na Rio 92, o Brasil apresentava altos índices de desmatamentos, mas demonstrou uma maior consciência ambiental.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Abordagens ao Conceito de Região

     Segundo o senso comum, região é uma área com aspectos comuns. Já no período do império romano, a região era vista como um território da gestão administrativa sob o poder do Estado. Além disso, como é conceituado o termo região no determinismo ambiental, possibilismo, nova geografia, geografia crítica e geografia humana?
     No determinismo, a região natural é uma parcela do espaço terrestre que apresenta uma específica combinação de elementos naturais: clima, vegetação e relevo.
     No possibilismo, a região é compreendida pelos modos de civilização, de atividade antrópicas e pelos gêneros de vida.
     Já na nova geografia, a região homogênea é uma extensão territorial fruto de um trabalho estatístico (na demografia, geomorfologia, climatologia, capitalismo ou no modo de produção vigente).
     A geografia crítica defende o conceito de que região vinculada ao processo de produção do espaço, ou seja, a divisão sócio-espacial do trabalho.
     Por fim, a geografia humanista caracteriza a região pela diversidade, pelo ecletismo, negando assim, uma determinada corrente de pensamento único.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tipos de Agricultura

       No meio rural destaca-se como atividade principal a agricultura, que pode ser definida como a prática de cultivar plantas com o objetivo de produzir alimentos para a população e oferecer matérias-primas para a transformação industrial.  Sendo que, a agricultura tem várias formas e o presente texto possui a finalidade de abordá-los, como fica evidente no título. Eis então algumas formas de prática agrícola: agricultura extensiva, intensiva e de subsistência. Vamos conhecer um pouco mais?
      A agricultura extensiva é aquela praticada em grande área e possui baixa produtividade, que é explicada pela ausência de capital e pela técnica primitiva empregada para a limpeza do terreno como o desmatamento e as queimadas, que levam ao empobrecimento do solo. Nesse tipo ainda se verificada a agricultura itinerante, que ocorre quando uma determinada área apresenta o solo impróprio para a prática agrícola, levando o agricultor a procurar outra área iniciando o processo.
     A do tipo intensiva diz respeito à agricultura moderna que faz uso de tecnologia, mecanização (tratores, colheitadeiras, outros), sementes selecionadas e melhoradas geneticamente, grandes investimentos e pouca mão de obra. Tem o caráter exportador e movimenta uma grande rede de indústrias.
Por fim a agricultura de subsistência que é pratica com a finalidade de manter o agricultor e sua família. Nessa forma de agricultura a mãos de obra provem da própria família, sendo praticada em pequenas propriedades.
   



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Seletividade Espacial

     O geógrafo Ruy Moreira conceitua a seletividade espacial como “o processo de eleição do local com que a sociedade inicia a montagem da sua estrutura geográfica"( Moreira 2010).  A seletividade apresenta os seguintes desdobramentos: segregação residencial; antecipação espacial; rugosidade espaço-temporal; difusão espacial; fragmentação espacial; remembramento espacial e a marginalização espacial.
Vamos conhecer um pouco de cada desdobramento?
     A segregação residêncial é ocasionada pelas diferenças no processo produtivo, que possibilita as diferenças nos ganhos econômicos. No espaço geográfico capitalista observamos bairros ricos e bairros pobres. O surgimento desses bairros está atrelado às condições econômicas da população, que são diversificadas, gerando assim, uma segregação residencial.
     A antecipação espacial diz respeito à valorização de áreas promovidas pelo Estado em parceria com o capital imobiliário.
     A rugosidade espaço-temporal ocorre quando construções modernas são edificadas junto a construções de período anteriores.
     Já a difusão espacial acontece quando um evento social, por exemplo, uma indústria se instala em outra área. A difusão ocorre por contaminação, relocalização e hierarquia urbana.
     A fragmentação espacial diz respeito à multiplicidade de usos do espaço, por exemplo, uma rua dedicada à venda têxtil.
     O remembramento espacial acontece num reagrupamento de unidades territoriais menores e multilocalizadas noutra configuração espacial superior ou mais ampla.
     Por fim, temos a marginalização espacial, que ocorre quando um local pede as vantagens locacionais. Nesse caso, por exemplo, uma fábrica deixa o local para se instalar noutro.

Bibliografia

Moreira, Ruy. Pensar e Ser em Geografia. São Paulo: Ed. Contexto, 2010.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

As Relações Trabalhistas no Campo

     No espaço agrário as relações de trabalho são constituídas pelos parceiros, arrendatários, assalariados e pelos assentados.
     Os parceiros pagam pela utilização da terra uma parcela da produção obtida. Essa parcela varia segundo o produto e de outros serviços prestados pelo proprietário, que pode ser de insumos, equipamentos e outras assistências.
     Os arrendatários por sua vez são os trabalhadores que alugam a terra, geralmente pagam em capital. Eles são responsáveis pelo sucesso ou prejuízo de suas produções.
     Os assalariados são os trabalhadores que vendem sua força de trabalho. Eles não têm direito a participar na produção.
     Por fim, temos os assentados que, são diferentes dos demais, pois o acesso a terra se dar mediante políticas públicas de reordenamento territorial.  

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Os aglomerados na pré-história

     A pré-história é dividida em paleolítico e neolítico. No neolíticio surgem os primeiros aglomerados humanos, mas no paleolítico é que ocorre esse processo. Vejamos como ocorreu o processo, que culminou na sedentarização humana.
     No período paleolítico, o aspecto centralizador do homem é a não fixação territorial, sendo o nomadismo a ação predominante. Corrobora Sposito: O período paleolítico é marcado pela não fixação do homem, pelo nomadismo (Sposito, 2012, p.12).
     É interessante que, a preocupação com o lugar onde fixaria os mortos é uma noção de lugar, mas de forma incipiente. Eles eram enterrados em covas, túmulos e cavernas.
     As cavernas foi o embrião da fixação humana, uma vez que se constituiram em moradias temporárias. Também foram locais de expressão das artes e dos rituais fúnebres.
     No período neolítico, precisamente no final é que surgem os primeiros aglomerados humanos, as aldeias. O homem enfim, sedentarizasse.
     Moreira descreve o processo de sedentarizarão humana por intermédio da prática da seletividade, processo de escolha de uma área para a ocupação humana:
Por um longo período, a seletividade limitou-se a se confundir com o processo da aprendizagem da domesticação e da aclimatação da flora e fauna. O grupo humano migra entre uma área e outra, até que, já munido de experiência do trato ambiental, desce para as “regiões anfíbias” nas quais vai se fixar em caráter permanente (Moreira, 2010, p.83).
     Em suma, no período paleolítico o homem se caracteriza pelo nomadismo e pela incipiente noção de lugar. Já no neolítico o aspecto fundamental é a sedentarizarão, possibilitada pela prática da seletividade e pelo trato ambiental (agropecuária) que culminou na fixação humana, dando origem aos aglomerados humanos, as aldeias.

Bibliografia
SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.
Moreira, Ruy. Pensar e Ser em Geografia. São Paulo: Ed. Contexto, 2010.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Origem da Agricultura

Todos os estudiosos do assunto apontam como período do surgimento da agricultura o neolítico, que tem origem por volta de 12.000 mil A.C., pois nessa, o homem inicia a domesticação de plantas e animais, e a construção de aldeias. Esse acontecimento é chamado de Revolução Agrícola. É oportuno mencionar que no Neolítico o homem passa da fase do nomadismo para o sedentarismo e que essa revolução só ocorreu em virtude do uso de novas técnicas.
Acerca desse período escreveu Maria Encarnação:
O neolítico foi, assim, marcado pela vida estável das aldeias, que se caracterizava por proporcionar condições melhores – se comparadas às da vida itinerante de antes -, para a fecundidade (a fixação permitiu mais tempo e energia para a sexualidade), a nutrição (a alimentação não dependia mais exclusivamente das atividades predatórias, mas estava garantida pela agricultura e criação) e a proteção (dando então segurança ao sustento e reprodução da vida)” Encarnação, 2012, p.13.
Moreira explica concisamente à história da técnica que possibilitou a origem da agricultura:
“Usado como técnica, o fogo instrumenta os primeiros ordenamentos espaciais através da agricultura, uma forma de prática seletiva que tecnicamente confunde-se no tempo com o pau escavador, a transformação deste na pá e, por seu turno, da pá na enxada dos complexos espaciais antigos, até que, por fim, desemboca na mecanização e motorização da agricultura e da pecuária nos dias atuais” Moreira, 2010, p.85.
Enfim, a origem da agricultura marca o inicio dos aglomerados humanos no neolítico por intermédio da técnica. O homem passa então a explorar a natureza por meio da agricultura, criando nova relação. Entretanto, as demais relações não são abandonadas, mas são praticadas em menor escala dentro desse novo arranjo espacial. Portanto, coexiste a prática agrícola ao lado da caça, da pesca e da coleta.
Bibliografia
SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.
Moreira, Ruy. Pensar e Ser em Geografia. São Paulo: Ed. Contexto, 2010.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As Dimensões do Espaço urbano

     Antes de mencionarmos as dimensões do espaço urbano, é oportuno apontar onde ocorreu a irradiação do urbano.
     Maria Encarnação acerca desta questão escreveu: “A Mesopotâmia foi, então, o centro da difusão do fato urbano para o Egito Antigo (Mênfis e Tebas), vale do rio Indo (Mohenjo-Daro), Mediterrâneo Oriental e interior da China (Pequim e Hang-chu)” (Encarnação, 2012, p.19). Segundo a autora a difusão do urbano aconteceu a partir da Mesopotâmia, mas e no novo continente?
Mas uma vez recorremos a Maria Encarnação:
“Contudo, no continente americano, portanto independente da urbanização que se desencadeou a partir da Mesopotâmia, surgiram cidades, perto de 500 a.C., as quais atingiram o seu apogeu no primeiro milênio d.C., e foram também ótimos exemplos de que o processo de divisão do trabalho, que se traduziu na constituição de uma estrutura de classes, criou condições necessárias à origem urbana” (Encarnação, 2012, p.19).

     Portanto fica claro que o fato urbano ocorreu em diversas partes do planeta e em épocas diferentes na Ásia, África e América.
As Dimensões do Espaço urbano
     O espaço urbano é fragmentado e isso se explicar pelos diversos usos (para os elementos espaciais dos vários arranjos espaciais: político, cultural e econômico).
     A fragmentação do espaço não impede sua articulação, pois os arranjos espaciais estão em contato constantemente. Há uma grande mobilidade dos agentes sociais, que articulam os arranjos, quando trabalham, estudam, enfim, agem no e sobre o espaço.
     Os agentes sociais que operam no espaço urbano não são uniformes em suas atividades, classes sociais, padrões culturais e econômicos, mas são reflexos das desigualdades sociais do sistema de produção capitalista. Um bom exemplo são as favelas e os condomínios de luxo.
     O espaço urbano é condicionante social, pois tende a reproduzir o sistema capitalista, tornando-o parte inseparável dos agentes sociais. Com isso é imaterial, ou seja, ideológico. Por fim, sua apropriação desigual leva aos conflitos sociais (greves, passeatas, ocupações, entre outros).

Bibliografia

SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.


                               

Conceitos Relevantes Acerca da Geografia Agrária

     Ao estudarmos o espaço agrário é necessário a ciência de alguns conceitos relativos a geografia agrária, que nos ajudam na tarefa de compreendermos o meio rural. Foi pensando nisso que, eleboramos esse texto.
     Espaço: conceito geográfico relativo ao espaço geográfico. O espaço é entendido como um produto da relação sociedade e natureza.  O espaço é histórico, ideológico, político e mutável.  Corrobora com esse conceito a definição de Soja, que o define como um produto social, fruto da experiência da sociedade. O homem o transforma por meio do trabalho.
     Território: é uma parcela do espaço que incide uma dominação. Há uma relação de poder entre os agentes detentores do poder, o Estado ou outro grupo social. Verifica-se no campo uma luta para uma nova ordenação territorial.
     Região: parcela do espaço onde se verifica elementos estranhos a outras áreas, dando-lhe identidade, mas ciente de que essa identidade trata-se de uma construção cultural.
     Agricultura: conjunto de técnicas usadas para o cultivo de plantas. Essa atividade é importante pelo fato de oferecer alimentos à população e matéria-primas para ser modificadas nas indústrias.
     Espaço, território, região e agricultura são conceitos que auxiliam no estudo da geografia agrária, contribuindo assim, para compreendermos o meio rural.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Noções acerca do espaço geográfico

Vejamos algumas:
     .O espaço geográfico é um produto da relação entre sociedade e natureza. Corrobora com esse conceito a perspectiva de Soja (1993), que o define como um produto social, fruto da experiência da sociedade;
     .O espaço socializa a natureza por intermédio do trabalho;
     .É amorfo e a-histórico, caso não seja percebido como fruto da sociedade e natureza;
     .O espaço é ideológico, político, histórico e mutável;
     .Por intermédio do trabalho o homem transforma a natureza em espaço geográfico e o reproduz constantemente e
    . De acordo com Moreira é “objeto de estudo da geografia”. Ainda segundo Moreira tem a seguinte finalidade: “O conhecimento da natureza e das leis do movimento da formação econômico-social por intermédio do espaço é o seu objetivo”.
Bibliografia
Moreira, Ruy
Pensar e ser em geografia. São Paulo: Contexto, 2010.

Razões para o estudo da geografia agrária

Conhecer a estrutura agrária: por intermédio dessa estrutura há o acesso as relações de poder, as potencialidades de produção e riqueza de uma sociedade. Além disso, os aspectos dessa estrutura servem de fundamentação para sabermos as possibilidades de progresso e as políticas que possam ser tomadas.
Conhecer o conceito de geografia agrária: ciência que estuda o meio rural, sendo que, esse estudo envolve analisar os assentamentos, as atividades e as formas de vida no meio rural.
Entender os conflitos no campo: ao se estudar o espaço agrário, a geografia aborda a questão da reforma agrária. A reforma agrária é uma das lutas pela mudança na estrutura agrária e consequentemente na sociedade.
Compreender outras preocupações: essas se relacionam ao legado natural e cultural para as futuras gerações, os impactos ambientais provenientes das atividades agropecuárias como, por exemplo, do sistema extensivo que promovem desmatamentos e queimadas para a prática agropastoril, e as estratégias ecologicamente sustentáveis.

Como vimos, há várias razões para estudarmos a geografia agrária, aqui incluirmos algumas, mas existem outras que nos motivam, pois esta ciência nos fornece saber essencial para entendermos o espaço agrário, que possuem fortes ligações como o espaço urbano.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Tipos de rochas

Antes de conhecermos os tipos de rochas é interessante conceituar o que é rocha e minerais.
Por rocha entendemos ser um agregado de um ou mais minerais. No Aurélio encontramos ser a rocha uma massa compacta de pedra muito dura. A primeira definição é mais completa, pois fornece mais clareza. Sendo a rocha um agregado de um ou mais minerais, então, o que significa minerais? Teixeira (2000) escreveu acerca do que seriam minerais: os minerais são elementos ou compostos químicos, com composição definida dentro de certos limites, cristalizada e formada naturalmente por meio de processos geológicos inorgânicos, na Terra ou em corpos extraterrestres, como os meteoritos.
Há um ramo da geologia que estuda as rochas conhecida por petrografia, que classifica as rochas em três tipos: rochas magmáticas ou ígneas; sedimentares e metamórficas.
Vamos conhecer mais um pouco acerca desses três tipos de rochas?
As rochas magmáticas, ígneas ou eruptivas possuem formações oriundas da solidificação do material pastoso ou magma. São chamadas de intrusivas ou plutônicas pela razão de serem formadas em profundidades, e vulcânicas, efusivas ou extrusivas em superfície.
As rochas metamórficas são aquelas oriundas das mudanças de outras rochas em virtude de altas temperaturas e pressão diferentes das de sua formação.
Por fim, as rochas sedimentares são formadas pelo acúmulo de sedimentos de origem animal, vegetal e de outras rochas.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Os métodos de análises climatológicos

Por métodos de análises climatológicos compreendem-se os seguintes: método separativo, analítico ou estático e método sintético ou dinâmico.
O método separativo, analítico ou estático busca realizar o estudo dos elementos climáticos (temperatura, pressão, nebulosidade, vento, precipitação) de forma isolada, daí separativo. Esse estudo consiste nas informações provenientes das estações meteorológicas. A partir desses dados concernentes a um determinado elemento climático, por exemplo, a pluviometria, faz-se o cálculo médio do referido elemento do clima que fora observado naquele lugar.
Todavia, esse método tem dois pontos negativos: não explica a causa do clima e nem explana a conexão entre os elementos climáticos.
Diferentemente do método separativo, o método sintético ou dinâmico estuda os elementos climáticos de forma holística, possibilitando uma análise mais ampla do clima. É relevante salientar que, os métodos de análises climatológicos se completam.

Algumas diferenças entre climatologia e meteorologia

Além de mencionarmos algumas diferenças entre a climatologia e a meteorologia, incluiremos aqui, a diferença entre clima e tempo.
A climatologia está relacionada com a ciência geográfica, enquanto a meteorologia com a física. A meteorologia estuda os fenômenos, descrevendo-os, explicando-os e prevendo-os, já a climatologia estuda os elementos e fatores do clima.
Por fim, qual a diferença entre clima e tempo?
O tempo é um estado transitório da camada gasosa da terra, a atmosfera, enquanto o clima é um conjunto de tipos de tempo que se sucedem num lugar durante longos períodos, geralmente entre 30-35 anos. O clima é estudado pela climatologia e o tempo pela meteorologia.
Apesar dessas diferenças a climatologia e a meteorologia são disciplinas que se auxiliam com suas pesquisas e estudos.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Petróleo

Qual a origem do petróleo? Quais os maiores produtores? O petróleo é nocivo ao meio ambiente? Essas questões orientam o presente texto.
O petróleo é de origem oceânica, explicando melhor, é um produto que fora produzido a partir de certas algas marinhas que foram prensadas por uma camada de rocha sedimentar, produzindo uma substância oleosa combustível. Quando o homem encontra esse combustível em terras emersas, a conclusão lógica é que aquele espaço, em determinado tempo geológico foi assoalho de um mar ou oceano.
 Os países que mais produzem petróleo encontram-se no Oriente Médio: Arábia Saudita e o Iraque. É interessante destacar que essa região é uma área geopolítica, pois as grandes nações capitalistas têm fortes interesses no ouro negro, ou seja, no petróleo. Aliás, é justamente as grandes nações capitalistas, como os Estados Unidos que são os maiores consumidores desse combustível no mundo. Daí o enorme interesse nessa área;são grandes os derivados obtidos a partir do petróleo, sendo que, dentre eles, a gasolina e o diesel, são altamente nocivos ao meio ambiente.
 Por fim, as queimas desses subprodutos liberam no ar o CO2, que por sua vez, incrementam a estufa natural da atmosfera, aumentando assim, segundo os especialistas a térmica da camada gasosa – o chamado efeito estufa. O efeito estufa resulta no incremento térmico, como já fora mencionado, no aumento dos níveis dos oceanos, devido ao derretimento das calotas de gelos, inundações de áreas baixas, dentre outros.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Compreendendo o mundo por meio do mundo globalizado

 
De acordo com Milton Santos, o mundo por meio da globalização nos fornece três formas de compreendê-lo, que apresentaremos de modo conciso.
Primeiro, o mundo como nos fazem vê-lo, a globalização como fábula. Esse mundo globalizado é mágico, irreal e utópico, pois divulga ideias sem coerência com a realidade, pelo menos para a maioria da população_ ideias como aldeia global, encurtamento das distancias de tempo e espaço e da morte do estado. Ora, a aldeia global diz respeito às informações, que seria capitada por todos, que na realidade se revela uma falsidade, pois poucos têm acesso às informações. O encurtamento de tempo e espaço pode ser desfrutado, mas para poucos que detém o poder econômico. Por fim, a morte do Estado é uma crença infundada, porque segundo Santos, o Estado se fortifica para garantir os privilégios da minoria em detrimento da maioria, que perde em qualidade de vida.
Segundo, o mundo real, ou seja, a globalização como perversidade. Santos explica que esse é o mundo real, o verdadeiro. Esse mundo perverso é caracterizado pelo aumento do desemprego, da pobreza, do renascimento de doenças tida como extintas, da manutenção da mortalidade infantil, apesar dos progressos médicos, além de males morais e espirituais.
Enfim, o mundo como pode ser, uma outra globalização. Santos apresenta uma proposta para implantar uma globalização mais humana, que atenderia a coletividade e não apenas a minoria e utilizando para esse fim os mesmos aparatos técnicos, que possibilita a perversidade global.

Referencia bibliográfica
Santos, Milton
    Por uma outra globalização: pensamento único
á consciência universal / Milton Santos – 20º ed. –
Rio de Janeiro: Record, 2011.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Concepções de espaço,tempo e natureza

As concepções de espaço, tempo e natureza evoluíram de acordo com as mudanças tecnológicas ao longo da história humana. A história humana é dividida segundo a perspectiva ocidental em dois grandes períodos: a pré-história e história. É no período da história, que iniciará nosso estudo relativo às concepções do espaço, tempo e natureza.
No período feudal, o espaço era concebido como local e percebido com base nos aspectos distintos das estações do ano. A natureza por sua vez, era vista como divina e o homem parte integrante dessa natureza religiosa. Essa visão era divulgada pela igreja católica, detentora cultural e ideológica. O tempo estava relacionado ao dia e a noite, ao ciclo da vida-nascer, viver e morrer, ao verão e inverno e ao relógio de areia.
No final da idade média e no período moderno ocorrem as grandes navegações, o espaço adquire uma dimensão planetária, pois ocorreu o descobrimento de diversos continentes e povos. A 1º e 2ª revolução industrial contribui para a expansão do espaço, dando-lhe um novo significado. Enquanto o tempo passa a ser marcado pelo relógio ( horas, minutos e segundos). Nesse período o homem se separa da natureza e as ciências exatas (matemática e física) destacam-se no seu estudo.
Por fim, na segunda metade do século XX, o espaço ganha novas visões como de espaços em fluxos, mobilidade territorial, desterritorialidade e espaço virtual e imaterial. Essas novas visões são proporcionadas pelo progresso das tecnologias da comunicação e informação e o capitalismo financeiro e flexível. Em relação ao tempo essa é a era da velocidade, do tempo real, das infovias e infografias. A natureza volta a integrar o homem, mas não no discurso religioso e sim ecológico, tendo a biotecnologia como a ciência que se destaca no seu estudo.



Cenarios de Risco

Os cenários de risco dizem respeito aos espaços que se caracterizam pelo fato de possibilitar mortes, perdas econômicas e outros aos integrantes dessas áreas ribeirinhas. Esses cenários são denominados de:
cenários de risco de enchente;
cenários de risco de inundação e
cenários de risco de enchente e inundação com alta força de energia de escoamento e capacidade de transporte de material sólido.
Cenários de risco de enchente são áreas com possibilidades de ocorrer perdas econômicas, materiais e óbitos em virtude da erosão marginal e solapamento de taludes marginais do canal de descarga decorrente do grande fluxo das águas. Esses cenários se caracterizam por vales encaixados ou apertados pelos núcleos habitacionais precários localizados nas margens dos rios, e por anfiteatros de drenagem com alta declividade.  Os efeitos de risco se restringem ao canal de drenagem, ocorrendo erosão marginal e solapamento e possibilitando assim, a destruição de moradias e grau moderadamente alto de perdas de vidas humanas.
Cenários de risco de inundação dizem respeito à possibilidade de acontecer óbitos e perdas materiais e econômicas, motivada pela ação das águas, que inundam uma planície ocupada por assentamentos precários. Os aspectos desses cenários são:
. extensas áreas de planície inundada;
. dinâmica lenta do escoamento superficial e do recuo das águas para o leito menor ou canal de descarga;
. grande número de habitações afetadas;
. pequena possibilidade de mortes e outros.
Por fim, temos os cenários de risco de enchentes e inundações com alta energia de escoamento e capacidade de transporte de material sólido. Observa-se a situação geográfica desses cenários nas regiões serranas, tendo como aspectos a grande possibilidade de mortes, destruição plena ou parcial de habitações, dentre outros. Vale destacar que, as águas nesses cenários possuem uma elevada energia de transporte de material sólido (sedimentos, blocos de rochas, troncos de árvores), o que explica também os efeitos devastadores.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Enchente e Inundação

Há diversas disciplinas que estudam esses fenômenos climáticos como a Geografia e a Engenharia Ambiental. Então para incrementar nosso saber acerca desses fenômenos abordado em diversas ciências procuramos nesse texto trabalhar as definições de enchente e de inundação, seus fatores e efeitos.
A enchente também é conhecida por cheia e diz respeito ao aumento da vazão de um rio, sendo que, o volume da águas não ultrapassam o canal de descarga. Observe o exemplo de uma enchente na figura abaixo:

Por outro lado, a inundação é conceituada pela ultrapassagem ou extravasamento das águas do canal de descarga para as margens marginais, avançando ruas, avenidas e inundando barrios e cidades. Observe o exemplo de uma inundação na figura abaixo:

Em relação aos fatores podemos citar os naturais e os antrópicos.  Os fatores de ordem naturais estão ligados ao clima (pluviometria) e a geomorfologia (relevo, bacia, vales e a força das águas dos rios). Por sua vez, as causas humanas referem-se às interferências no espaço geográfico (desmatamentos, assoreamento dos cursos dos rios, canalização dos rios, ocupação das áreas marginais dos rios, entre outros).
Por fim, abordemos seus efeitos, os quais são de duas ordens: diretos e indiretos. As consequências das enchentes e inundações de ordem direta são: morte, destruição das moradias e perdas econômicas.  Enquanto os efeitos indiretos estão relacionados às doenças por causa da contaminação das águas, como a cólera, febre tifoide, hepatite e leptospirose.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A Palestina

Essa região do Oriente Médio é uma faixa de terra desértica que se estende do Líbano ao Egito. Um espaço geográfico espremido entre o mar Mediterrâneo, ao oeste e o mar Morto e o rio Jordão, ao leste.
A Palestina é palco de grandes conflitos de longa duração histórica entre judeus e palestinos árabes. Todavia, quais os fatores?
Não podemos mencionar apenas um, pois são diversos, como: o status da cidade santa, Jerusalém, e a estratégia espacial. As mídias revelam fatores como à luta étnico-religiosa... O fato é que tanto Judeus como Palestinos guerreiam por terra, por território.  E quais os interesses das grandes potências?
As grandes potências observam na Palestina uma via ou uma porta para adentrar nas áreas produtoras de petróleo, pois as grandes reservas petrolíferas encontram-se no Oriente Médio.  

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Clima e a Agricultua


O nosso objetivo nesse texto é apresentar as influências do clima na atividade agrícola, dando destaque a radiação solar, a temperatura e a umidade.
A radiação solar é responsável pelo aquecimento do nosso planeta, precisamente na região dos trópicos. No tocante a agricultura essa radiação é responsável por todo o sistema agrícola, pois o põe em atividade.  É o seu motor. Ela ainda determina a térmica do ar e do solo, influencia na germinação, por meio dos raios ultravioletas, na fotossíntese e no fotoperiodismo. Enfim, são fundamentais para o incremento e progresso dos cultivos.
Quanto à temperatura: a térmica do ar e do solo participam do incremento dos cultivos, sendo a do solo mais relevante por causa da germinação. A temperatura pode até matar uma planta, basta está acima do ponto de congelamento, e quando não morre, retarda o seu crescimento. Claro que estamos tratando de culturas de ambientes quentes. Quando ocorre o inverso, ou seja, temperatura abaixo do ponto de congelamento os efeitos podem ser de congelamento das plantas, desidratação e morte. Em regiões de temperatura elevada, as plantas podem morrer e murchar em virtude da carência de umidade.
Por fim, a umidade, que é controlada pela precipitação e tem uma função fundamental no crescimento agrícola. A água realiza a ação de transportar nutrientes de uma planta à outra. Na fotossíntese tem a função de reagente. Fator essencial na agricultura por irrigação e 90% dela retorna ao ciclo hidrológico por transpiração.

A Revolução industrial

Márquina a vapor Watt
Nesse texto, abordaremos a respeito do espaço geográfico, que fez surgir à revolução industrial, a difusão da revolução, suas causas e transformações no espaço geográfico.
A revolução industrial teve como palco de origem o espaço geográfico da Inglaterra, no século XVIII. Não demorou muito e logo se expandiu para outras territorialidades. Sua difusão se percebe, não no século de seu surgimento, mas no próximo, na Bélgica, França e depois para os Estados Unidos, atingindo no final do século XIX a Alemanha e Itália – a radiação da revolução industrial alcança o Japão no início do século XX.
Os fatores que possibilitaram a revolução industrial estão associados ao aperfeiçoamento técnico e a acumulação mercantil. Além disso, podemos mencionar o liberalismo econômico propagado por Adam Smith e a criação de diversas invenções, como o motor a vapor, que impulsionou à navegação, a ferrovia, a indústria.
As transformações no espaço geográfico estão conectadas a navegação, que ocasionou o surgimento de indústrias próximas aos portos, e principalmente pela ferrovia, que permite o surgimento de indústrias em áreas agropastoris para reduzir os custos, estando próximas das minas de carvão e ferro, matérias-primas essenciais para as fábricas.  Surgem então, os bairros operários, o crescimento populacional em virtude da migração do homem do campo para as cidades, a poluição do ar, a paisagem acinzentada dos edifícios, a poluição dos canais de água.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Conceitos Geográficos

Toda ciência necessita de conceitos que auxiliem no entendimento do seu objeto de estudo, e a ciência geográfica não foge da regra. Mas, quais são os conceitos geográficos?

Antes de mencionarmos é preciso saber que, o campo de estudo da geografia é o espaço geográfico, que também é o conceito importante para a geografia.


Espaço Geográfico: é o produto da relação sociedade e natureza. O homem construi o espaço, transforma e retransforma, segundo os seus interesses que podem ser econômicos, políticos, culturais. Nesse espaço verificamos, campos de cultivos, indústrias, cidades, estradas etc.


Paisagem: é o espaço percebido pelos sentidos. É uma unidade visível do espaço. Por ser um conceito que é identificado pelos sentidos, a paisagem se dividem em: paisagem natural, que é aquela onde se constata não haver mudança pelo homem, ou seja, é a paisagem natural; paisagem humana, cultural, artificial, que são aquelas onde se percebe casas, edifícios, estradas, cidades, indústrias, etc.


Lugar: é o espaço cotidiano, vivido. O lugar de um indivíduo é aquele constituídos de lugares onde ele se relaciona no seu cotidiano, por exemplo: escola, faculdade, igreja, ambiente de trabalho, bairro onde reside, etc. Podemos concluir que é no lugar que o homem construi sua identidade, trava suas relações sociais, culturais, econõmicas e políticas.


Região: podemos conceituá-lo como um espaço que apresenta características próprias, que portanto o diferência de outros espaços.  A região é um conceito relevante dentro da geografia, principalmente na docência dessa disciplina.


Território: o território é um espaço de poder. É a base física de um país. No território percebemos as relações de autoridade, portanto há um que exerce o poder e outros que observam. O exercício desse poder se constata de diversas formas: por meios de leis, como a nossa Constituição até leis que são elaboradas pelo crime, como as do tráfico de drogas. Por fim, na visão de Ratzel o território assume um aspecto social por meio do seguinte tripé ou tríade: Estado-Território-Nação.


Rede: é um conceito novo na Geografia e significa as conexões dentro do espaço geográfico por meio das vias e fluxos. Com o avanço tecnológico a rede ocorre também de forma virtual por meio da rede mundial de computados, a internet.











sábado, 5 de maio de 2012

O Fogo



Você sabe, quais foram os significados do fogo para o homem primitivo? E sua descoberta, conhece algumas hipóteses? O nosso objetivo aqui é respondermos essas questões.

Seus significados

Com o domínio do fogo, o homem produziu utensílios e armas, controlou territórios, atacou e se defendeu, limpou o solo por meio das queimadas para usá-lo, iluminou o acampamento, etc. Como você percebeu foram muito os significados do domíno do fogo.

Sua descoberta e hipóteses


O homem primitivo observou a combustão natural por meio de lavas vulcânicas e por meio de raios que cairam em árvores, mas desconhecia como produzir o fogo, e as suposições mais conhecidas são: com dois gravetos na mão, o homem primitivo os esfregavam e a outra hipótese é atritando duas pedras até formar uma faísca.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

O clima da região metropolitana fluminense

No estado do Rio de Janeiro, um dos estados da região sudeste, observa-se vários microclimas, apesar de ser um dos estados com menor extensão territorial brasileiro, a frente dos estados nordestinos de Sergipe e Alagoas. Aqui, nos deteremos a mencionarmos o clima da região metropolitana, e numa outra oportunidade abordaremos a respeito dos demais.

Na região metropolitana fluminense o clima é o tropical semiúmido, que apresenta vários aspectos, dependendo da estação do ano.

No verão, o clima tropical semiúmido é quente e chuvoso, sendo influenciado pela massa de ar tropical atlântica, que se forma sobre o oceano atlântico. É uma massa de ar quente e úmida. Além da MTA, a massa de ar equatorial continental atual na constituição do clima tropical semiúmido. A atuação da MTA e da MEC são alguns fatores que explicam as elevadas temperaturas e os altos índices pluviométricos. A média térmica varia entre 22ºC e 24ºC e o índice pluviométrio entre 1.000 e 1.500 mm anuais.

Já no inverno, o clima tropical semiúmido é seco e com temperatura amena. Esses aspectos são explicados pela atuação da massa de ar polar atlântica, cuja fonte de formação é o continente gelado antártico. A MPA, que é fria, ocasiona o recuo da MEC, que é uma massa quente e pouco úmida, deixando essa área com temperatura amena e o ar seco. Essa massa de ar também possibilita a formação em conecção com a massa de ar tropical atlântica das chamadas chuvas frontais.


Por fim, o outono e a primavera são estações de transição entre o inverno e o verão com térmicas semelhantes.

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