quinta-feira, 14 de junho de 2012

Compreendendo o mundo por meio do mundo globalizado

 
De acordo com Milton Santos, o mundo por meio da globalização nos fornece três formas de compreendê-lo, que apresentaremos de modo conciso.
Primeiro, o mundo como nos fazem vê-lo, a globalização como fábula. Esse mundo globalizado é mágico, irreal e utópico, pois divulga ideias sem coerência com a realidade, pelo menos para a maioria da população_ ideias como aldeia global, encurtamento das distancias de tempo e espaço e da morte do estado. Ora, a aldeia global diz respeito às informações, que seria capitada por todos, que na realidade se revela uma falsidade, pois poucos têm acesso às informações. O encurtamento de tempo e espaço pode ser desfrutado, mas para poucos que detém o poder econômico. Por fim, a morte do Estado é uma crença infundada, porque segundo Santos, o Estado se fortifica para garantir os privilégios da minoria em detrimento da maioria, que perde em qualidade de vida.
Segundo, o mundo real, ou seja, a globalização como perversidade. Santos explica que esse é o mundo real, o verdadeiro. Esse mundo perverso é caracterizado pelo aumento do desemprego, da pobreza, do renascimento de doenças tida como extintas, da manutenção da mortalidade infantil, apesar dos progressos médicos, além de males morais e espirituais.
Enfim, o mundo como pode ser, uma outra globalização. Santos apresenta uma proposta para implantar uma globalização mais humana, que atenderia a coletividade e não apenas a minoria e utilizando para esse fim os mesmos aparatos técnicos, que possibilita a perversidade global.

Referencia bibliográfica
Santos, Milton
    Por uma outra globalização: pensamento único
á consciência universal / Milton Santos – 20º ed. –
Rio de Janeiro: Record, 2011.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Concepções de espaço,tempo e natureza

As concepções de espaço, tempo e natureza evoluíram de acordo com as mudanças tecnológicas ao longo da história humana. A história humana é dividida segundo a perspectiva ocidental em dois grandes períodos: a pré-história e história. É no período da história, que iniciará nosso estudo relativo às concepções do espaço, tempo e natureza.
No período feudal, o espaço era concebido como local e percebido com base nos aspectos distintos das estações do ano. A natureza por sua vez, era vista como divina e o homem parte integrante dessa natureza religiosa. Essa visão era divulgada pela igreja católica, detentora cultural e ideológica. O tempo estava relacionado ao dia e a noite, ao ciclo da vida-nascer, viver e morrer, ao verão e inverno e ao relógio de areia.
No final da idade média e no período moderno ocorrem as grandes navegações, o espaço adquire uma dimensão planetária, pois ocorreu o descobrimento de diversos continentes e povos. A 1º e 2ª revolução industrial contribui para a expansão do espaço, dando-lhe um novo significado. Enquanto o tempo passa a ser marcado pelo relógio ( horas, minutos e segundos). Nesse período o homem se separa da natureza e as ciências exatas (matemática e física) destacam-se no seu estudo.
Por fim, na segunda metade do século XX, o espaço ganha novas visões como de espaços em fluxos, mobilidade territorial, desterritorialidade e espaço virtual e imaterial. Essas novas visões são proporcionadas pelo progresso das tecnologias da comunicação e informação e o capitalismo financeiro e flexível. Em relação ao tempo essa é a era da velocidade, do tempo real, das infovias e infografias. A natureza volta a integrar o homem, mas não no discurso religioso e sim ecológico, tendo a biotecnologia como a ciência que se destaca no seu estudo.



Cenarios de Risco

Os cenários de risco dizem respeito aos espaços que se caracterizam pelo fato de possibilitar mortes, perdas econômicas e outros aos integrantes dessas áreas ribeirinhas. Esses cenários são denominados de:
cenários de risco de enchente;
cenários de risco de inundação e
cenários de risco de enchente e inundação com alta força de energia de escoamento e capacidade de transporte de material sólido.
Cenários de risco de enchente são áreas com possibilidades de ocorrer perdas econômicas, materiais e óbitos em virtude da erosão marginal e solapamento de taludes marginais do canal de descarga decorrente do grande fluxo das águas. Esses cenários se caracterizam por vales encaixados ou apertados pelos núcleos habitacionais precários localizados nas margens dos rios, e por anfiteatros de drenagem com alta declividade.  Os efeitos de risco se restringem ao canal de drenagem, ocorrendo erosão marginal e solapamento e possibilitando assim, a destruição de moradias e grau moderadamente alto de perdas de vidas humanas.
Cenários de risco de inundação dizem respeito à possibilidade de acontecer óbitos e perdas materiais e econômicas, motivada pela ação das águas, que inundam uma planície ocupada por assentamentos precários. Os aspectos desses cenários são:
. extensas áreas de planície inundada;
. dinâmica lenta do escoamento superficial e do recuo das águas para o leito menor ou canal de descarga;
. grande número de habitações afetadas;
. pequena possibilidade de mortes e outros.
Por fim, temos os cenários de risco de enchentes e inundações com alta energia de escoamento e capacidade de transporte de material sólido. Observa-se a situação geográfica desses cenários nas regiões serranas, tendo como aspectos a grande possibilidade de mortes, destruição plena ou parcial de habitações, dentre outros. Vale destacar que, as águas nesses cenários possuem uma elevada energia de transporte de material sólido (sedimentos, blocos de rochas, troncos de árvores), o que explica também os efeitos devastadores.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Enchente e Inundação

Há diversas disciplinas que estudam esses fenômenos climáticos como a Geografia e a Engenharia Ambiental. Então para incrementar nosso saber acerca desses fenômenos abordado em diversas ciências procuramos nesse texto trabalhar as definições de enchente e de inundação, seus fatores e efeitos.
A enchente também é conhecida por cheia e diz respeito ao aumento da vazão de um rio, sendo que, o volume da águas não ultrapassam o canal de descarga. Observe o exemplo de uma enchente na figura abaixo:

Por outro lado, a inundação é conceituada pela ultrapassagem ou extravasamento das águas do canal de descarga para as margens marginais, avançando ruas, avenidas e inundando barrios e cidades. Observe o exemplo de uma inundação na figura abaixo:

Em relação aos fatores podemos citar os naturais e os antrópicos.  Os fatores de ordem naturais estão ligados ao clima (pluviometria) e a geomorfologia (relevo, bacia, vales e a força das águas dos rios). Por sua vez, as causas humanas referem-se às interferências no espaço geográfico (desmatamentos, assoreamento dos cursos dos rios, canalização dos rios, ocupação das áreas marginais dos rios, entre outros).
Por fim, abordemos seus efeitos, os quais são de duas ordens: diretos e indiretos. As consequências das enchentes e inundações de ordem direta são: morte, destruição das moradias e perdas econômicas.  Enquanto os efeitos indiretos estão relacionados às doenças por causa da contaminação das águas, como a cólera, febre tifoide, hepatite e leptospirose.

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