quinta-feira, 23 de agosto de 2012

As Relações Trabalhistas no Campo

     No espaço agrário as relações de trabalho são constituídas pelos parceiros, arrendatários, assalariados e pelos assentados.
     Os parceiros pagam pela utilização da terra uma parcela da produção obtida. Essa parcela varia segundo o produto e de outros serviços prestados pelo proprietário, que pode ser de insumos, equipamentos e outras assistências.
     Os arrendatários por sua vez são os trabalhadores que alugam a terra, geralmente pagam em capital. Eles são responsáveis pelo sucesso ou prejuízo de suas produções.
     Os assalariados são os trabalhadores que vendem sua força de trabalho. Eles não têm direito a participar na produção.
     Por fim, temos os assentados que, são diferentes dos demais, pois o acesso a terra se dar mediante políticas públicas de reordenamento territorial.  

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Os aglomerados na pré-história

     A pré-história é dividida em paleolítico e neolítico. No neolíticio surgem os primeiros aglomerados humanos, mas no paleolítico é que ocorre esse processo. Vejamos como ocorreu o processo, que culminou na sedentarização humana.
     No período paleolítico, o aspecto centralizador do homem é a não fixação territorial, sendo o nomadismo a ação predominante. Corrobora Sposito: O período paleolítico é marcado pela não fixação do homem, pelo nomadismo (Sposito, 2012, p.12).
     É interessante que, a preocupação com o lugar onde fixaria os mortos é uma noção de lugar, mas de forma incipiente. Eles eram enterrados em covas, túmulos e cavernas.
     As cavernas foi o embrião da fixação humana, uma vez que se constituiram em moradias temporárias. Também foram locais de expressão das artes e dos rituais fúnebres.
     No período neolítico, precisamente no final é que surgem os primeiros aglomerados humanos, as aldeias. O homem enfim, sedentarizasse.
     Moreira descreve o processo de sedentarizarão humana por intermédio da prática da seletividade, processo de escolha de uma área para a ocupação humana:
Por um longo período, a seletividade limitou-se a se confundir com o processo da aprendizagem da domesticação e da aclimatação da flora e fauna. O grupo humano migra entre uma área e outra, até que, já munido de experiência do trato ambiental, desce para as “regiões anfíbias” nas quais vai se fixar em caráter permanente (Moreira, 2010, p.83).
     Em suma, no período paleolítico o homem se caracteriza pelo nomadismo e pela incipiente noção de lugar. Já no neolítico o aspecto fundamental é a sedentarizarão, possibilitada pela prática da seletividade e pelo trato ambiental (agropecuária) que culminou na fixação humana, dando origem aos aglomerados humanos, as aldeias.

Bibliografia
SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.
Moreira, Ruy. Pensar e Ser em Geografia. São Paulo: Ed. Contexto, 2010.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Origem da Agricultura

Todos os estudiosos do assunto apontam como período do surgimento da agricultura o neolítico, que tem origem por volta de 12.000 mil A.C., pois nessa, o homem inicia a domesticação de plantas e animais, e a construção de aldeias. Esse acontecimento é chamado de Revolução Agrícola. É oportuno mencionar que no Neolítico o homem passa da fase do nomadismo para o sedentarismo e que essa revolução só ocorreu em virtude do uso de novas técnicas.
Acerca desse período escreveu Maria Encarnação:
O neolítico foi, assim, marcado pela vida estável das aldeias, que se caracterizava por proporcionar condições melhores – se comparadas às da vida itinerante de antes -, para a fecundidade (a fixação permitiu mais tempo e energia para a sexualidade), a nutrição (a alimentação não dependia mais exclusivamente das atividades predatórias, mas estava garantida pela agricultura e criação) e a proteção (dando então segurança ao sustento e reprodução da vida)” Encarnação, 2012, p.13.
Moreira explica concisamente à história da técnica que possibilitou a origem da agricultura:
“Usado como técnica, o fogo instrumenta os primeiros ordenamentos espaciais através da agricultura, uma forma de prática seletiva que tecnicamente confunde-se no tempo com o pau escavador, a transformação deste na pá e, por seu turno, da pá na enxada dos complexos espaciais antigos, até que, por fim, desemboca na mecanização e motorização da agricultura e da pecuária nos dias atuais” Moreira, 2010, p.85.
Enfim, a origem da agricultura marca o inicio dos aglomerados humanos no neolítico por intermédio da técnica. O homem passa então a explorar a natureza por meio da agricultura, criando nova relação. Entretanto, as demais relações não são abandonadas, mas são praticadas em menor escala dentro desse novo arranjo espacial. Portanto, coexiste a prática agrícola ao lado da caça, da pesca e da coleta.
Bibliografia
SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.
Moreira, Ruy. Pensar e Ser em Geografia. São Paulo: Ed. Contexto, 2010.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As Dimensões do Espaço urbano

     Antes de mencionarmos as dimensões do espaço urbano, é oportuno apontar onde ocorreu a irradiação do urbano.
     Maria Encarnação acerca desta questão escreveu: “A Mesopotâmia foi, então, o centro da difusão do fato urbano para o Egito Antigo (Mênfis e Tebas), vale do rio Indo (Mohenjo-Daro), Mediterrâneo Oriental e interior da China (Pequim e Hang-chu)” (Encarnação, 2012, p.19). Segundo a autora a difusão do urbano aconteceu a partir da Mesopotâmia, mas e no novo continente?
Mas uma vez recorremos a Maria Encarnação:
“Contudo, no continente americano, portanto independente da urbanização que se desencadeou a partir da Mesopotâmia, surgiram cidades, perto de 500 a.C., as quais atingiram o seu apogeu no primeiro milênio d.C., e foram também ótimos exemplos de que o processo de divisão do trabalho, que se traduziu na constituição de uma estrutura de classes, criou condições necessárias à origem urbana” (Encarnação, 2012, p.19).

     Portanto fica claro que o fato urbano ocorreu em diversas partes do planeta e em épocas diferentes na Ásia, África e América.
As Dimensões do Espaço urbano
     O espaço urbano é fragmentado e isso se explicar pelos diversos usos (para os elementos espaciais dos vários arranjos espaciais: político, cultural e econômico).
     A fragmentação do espaço não impede sua articulação, pois os arranjos espaciais estão em contato constantemente. Há uma grande mobilidade dos agentes sociais, que articulam os arranjos, quando trabalham, estudam, enfim, agem no e sobre o espaço.
     Os agentes sociais que operam no espaço urbano não são uniformes em suas atividades, classes sociais, padrões culturais e econômicos, mas são reflexos das desigualdades sociais do sistema de produção capitalista. Um bom exemplo são as favelas e os condomínios de luxo.
     O espaço urbano é condicionante social, pois tende a reproduzir o sistema capitalista, tornando-o parte inseparável dos agentes sociais. Com isso é imaterial, ou seja, ideológico. Por fim, sua apropriação desigual leva aos conflitos sociais (greves, passeatas, ocupações, entre outros).

Bibliografia

SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.


                               

Conceitos Relevantes Acerca da Geografia Agrária

     Ao estudarmos o espaço agrário é necessário a ciência de alguns conceitos relativos a geografia agrária, que nos ajudam na tarefa de compreendermos o meio rural. Foi pensando nisso que, eleboramos esse texto.
     Espaço: conceito geográfico relativo ao espaço geográfico. O espaço é entendido como um produto da relação sociedade e natureza.  O espaço é histórico, ideológico, político e mutável.  Corrobora com esse conceito a definição de Soja, que o define como um produto social, fruto da experiência da sociedade. O homem o transforma por meio do trabalho.
     Território: é uma parcela do espaço que incide uma dominação. Há uma relação de poder entre os agentes detentores do poder, o Estado ou outro grupo social. Verifica-se no campo uma luta para uma nova ordenação territorial.
     Região: parcela do espaço onde se verifica elementos estranhos a outras áreas, dando-lhe identidade, mas ciente de que essa identidade trata-se de uma construção cultural.
     Agricultura: conjunto de técnicas usadas para o cultivo de plantas. Essa atividade é importante pelo fato de oferecer alimentos à população e matéria-primas para ser modificadas nas indústrias.
     Espaço, território, região e agricultura são conceitos que auxiliam no estudo da geografia agrária, contribuindo assim, para compreendermos o meio rural.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Noções acerca do espaço geográfico

Vejamos algumas:
     .O espaço geográfico é um produto da relação entre sociedade e natureza. Corrobora com esse conceito a perspectiva de Soja (1993), que o define como um produto social, fruto da experiência da sociedade;
     .O espaço socializa a natureza por intermédio do trabalho;
     .É amorfo e a-histórico, caso não seja percebido como fruto da sociedade e natureza;
     .O espaço é ideológico, político, histórico e mutável;
     .Por intermédio do trabalho o homem transforma a natureza em espaço geográfico e o reproduz constantemente e
    . De acordo com Moreira é “objeto de estudo da geografia”. Ainda segundo Moreira tem a seguinte finalidade: “O conhecimento da natureza e das leis do movimento da formação econômico-social por intermédio do espaço é o seu objetivo”.
Bibliografia
Moreira, Ruy
Pensar e ser em geografia. São Paulo: Contexto, 2010.

Razões para o estudo da geografia agrária

Conhecer a estrutura agrária: por intermédio dessa estrutura há o acesso as relações de poder, as potencialidades de produção e riqueza de uma sociedade. Além disso, os aspectos dessa estrutura servem de fundamentação para sabermos as possibilidades de progresso e as políticas que possam ser tomadas.
Conhecer o conceito de geografia agrária: ciência que estuda o meio rural, sendo que, esse estudo envolve analisar os assentamentos, as atividades e as formas de vida no meio rural.
Entender os conflitos no campo: ao se estudar o espaço agrário, a geografia aborda a questão da reforma agrária. A reforma agrária é uma das lutas pela mudança na estrutura agrária e consequentemente na sociedade.
Compreender outras preocupações: essas se relacionam ao legado natural e cultural para as futuras gerações, os impactos ambientais provenientes das atividades agropecuárias como, por exemplo, do sistema extensivo que promovem desmatamentos e queimadas para a prática agropastoril, e as estratégias ecologicamente sustentáveis.

Como vimos, há várias razões para estudarmos a geografia agrária, aqui incluirmos algumas, mas existem outras que nos motivam, pois esta ciência nos fornece saber essencial para entendermos o espaço agrário, que possuem fortes ligações como o espaço urbano.

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