segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Origem da Agricultura

Todos os estudiosos do assunto apontam como período do surgimento da agricultura o neolítico, que tem origem por volta de 12.000 mil A.C., pois nessa, o homem inicia a domesticação de plantas e animais, e a construção de aldeias. Esse acontecimento é chamado de Revolução Agrícola. É oportuno mencionar que no Neolítico o homem passa da fase do nomadismo para o sedentarismo e que essa revolução só ocorreu em virtude do uso de novas técnicas.
Acerca desse período escreveu Maria Encarnação:
O neolítico foi, assim, marcado pela vida estável das aldeias, que se caracterizava por proporcionar condições melhores – se comparadas às da vida itinerante de antes -, para a fecundidade (a fixação permitiu mais tempo e energia para a sexualidade), a nutrição (a alimentação não dependia mais exclusivamente das atividades predatórias, mas estava garantida pela agricultura e criação) e a proteção (dando então segurança ao sustento e reprodução da vida)” Encarnação, 2012, p.13.
Moreira explica concisamente à história da técnica que possibilitou a origem da agricultura:
“Usado como técnica, o fogo instrumenta os primeiros ordenamentos espaciais através da agricultura, uma forma de prática seletiva que tecnicamente confunde-se no tempo com o pau escavador, a transformação deste na pá e, por seu turno, da pá na enxada dos complexos espaciais antigos, até que, por fim, desemboca na mecanização e motorização da agricultura e da pecuária nos dias atuais” Moreira, 2010, p.85.
Enfim, a origem da agricultura marca o inicio dos aglomerados humanos no neolítico por intermédio da técnica. O homem passa então a explorar a natureza por meio da agricultura, criando nova relação. Entretanto, as demais relações não são abandonadas, mas são praticadas em menor escala dentro desse novo arranjo espacial. Portanto, coexiste a prática agrícola ao lado da caça, da pesca e da coleta.
Bibliografia
SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.
Moreira, Ruy. Pensar e Ser em Geografia. São Paulo: Ed. Contexto, 2010.


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