quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As Dimensões do Espaço urbano

     Antes de mencionarmos as dimensões do espaço urbano, é oportuno apontar onde ocorreu a irradiação do urbano.
     Maria Encarnação acerca desta questão escreveu: “A Mesopotâmia foi, então, o centro da difusão do fato urbano para o Egito Antigo (Mênfis e Tebas), vale do rio Indo (Mohenjo-Daro), Mediterrâneo Oriental e interior da China (Pequim e Hang-chu)” (Encarnação, 2012, p.19). Segundo a autora a difusão do urbano aconteceu a partir da Mesopotâmia, mas e no novo continente?
Mas uma vez recorremos a Maria Encarnação:
“Contudo, no continente americano, portanto independente da urbanização que se desencadeou a partir da Mesopotâmia, surgiram cidades, perto de 500 a.C., as quais atingiram o seu apogeu no primeiro milênio d.C., e foram também ótimos exemplos de que o processo de divisão do trabalho, que se traduziu na constituição de uma estrutura de classes, criou condições necessárias à origem urbana” (Encarnação, 2012, p.19).

     Portanto fica claro que o fato urbano ocorreu em diversas partes do planeta e em épocas diferentes na Ásia, África e América.
As Dimensões do Espaço urbano
     O espaço urbano é fragmentado e isso se explicar pelos diversos usos (para os elementos espaciais dos vários arranjos espaciais: político, cultural e econômico).
     A fragmentação do espaço não impede sua articulação, pois os arranjos espaciais estão em contato constantemente. Há uma grande mobilidade dos agentes sociais, que articulam os arranjos, quando trabalham, estudam, enfim, agem no e sobre o espaço.
     Os agentes sociais que operam no espaço urbano não são uniformes em suas atividades, classes sociais, padrões culturais e econômicos, mas são reflexos das desigualdades sociais do sistema de produção capitalista. Um bom exemplo são as favelas e os condomínios de luxo.
     O espaço urbano é condicionante social, pois tende a reproduzir o sistema capitalista, tornando-o parte inseparável dos agentes sociais. Com isso é imaterial, ou seja, ideológico. Por fim, sua apropriação desigual leva aos conflitos sociais (greves, passeatas, ocupações, entre outros).

Bibliografia

SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e Urbanização. São Paulo: Ed. Contexto, 2012.


                               

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