quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Seletividade Espacial

     O geógrafo Ruy Moreira conceitua a seletividade espacial como “o processo de eleição do local com que a sociedade inicia a montagem da sua estrutura geográfica"( Moreira 2010).  A seletividade apresenta os seguintes desdobramentos: segregação residencial; antecipação espacial; rugosidade espaço-temporal; difusão espacial; fragmentação espacial; remembramento espacial e a marginalização espacial.
Vamos conhecer um pouco de cada desdobramento?
     A segregação residêncial é ocasionada pelas diferenças no processo produtivo, que possibilita as diferenças nos ganhos econômicos. No espaço geográfico capitalista observamos bairros ricos e bairros pobres. O surgimento desses bairros está atrelado às condições econômicas da população, que são diversificadas, gerando assim, uma segregação residencial.
     A antecipação espacial diz respeito à valorização de áreas promovidas pelo Estado em parceria com o capital imobiliário.
     A rugosidade espaço-temporal ocorre quando construções modernas são edificadas junto a construções de período anteriores.
     Já a difusão espacial acontece quando um evento social, por exemplo, uma indústria se instala em outra área. A difusão ocorre por contaminação, relocalização e hierarquia urbana.
     A fragmentação espacial diz respeito à multiplicidade de usos do espaço, por exemplo, uma rua dedicada à venda têxtil.
     O remembramento espacial acontece num reagrupamento de unidades territoriais menores e multilocalizadas noutra configuração espacial superior ou mais ampla.
     Por fim, temos a marginalização espacial, que ocorre quando um local pede as vantagens locacionais. Nesse caso, por exemplo, uma fábrica deixa o local para se instalar noutro.

Bibliografia

Moreira, Ruy. Pensar e Ser em Geografia. São Paulo: Ed. Contexto, 2010.

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