sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A Contraproposta Americana ao Tratado de Kyoto e a Posição Brasileira

     O texto aborda a contraproposta dos EUA ao Tratado de Kyoto e analisa o posicionamento brasileiro na assembleia em Kyoto, Japão.
     Os EUA defenderam uma proposta que é considerada mais uma estratégia política do que uma proposta. A contraproposta americana prever um incremento nas emissões de gases de efeito estufa, em contraposição ao corte apresentado pelo protocolo. Para os americanos, a redução se fundamentava em 18% do PIB (Produto Interno Bruto).
     Já a participação do Brasil foi controversa, ambígua, e qual a razão?
     O país tem uma matriz energética menos poluente, as hidrelétricas, mas as elevadas taxas de desmatamentos foram o ponto sensível do governo brasileiro. Apesar das pressões, o governo brasileiro impediu que acordos a respeito do desmatamento fossem tomados, o que deixou o país numa posição favorável para as grandes madeireiras e os latifundiários continuarem degradando o meio ambiente no complexo amazônico.  

As Leis de Zoneamento e a Impermeabilização dos Solos

     Vamos tratar um pouco das Leis de Zoneamento e da Impermeabilização dos Solos?
     Geralmente a cada dez anos, os municípios elaboram as Leis de Zoneamento, que têm como finalidade determinar o que pode ou não pode ser feito em determinada área ou ambiente. Vários setores da sociedade desrespeitam essas leis, gerando profundos impactos ambientais, precisamente no complexo regional Centro-Sul.
     A impermeabilização dos solos é ocasionada pelo excesso de construções de calçadas e asfaltos. Com isso, as águas da chuva, que deveria infiltrar nos solos e assim abastecer os lençóis freáticos acabam “sobrando” na superfície e ocasionando enchentes com prejuízos socioambientais.
     A impermeabilização excessiva é consequência também do desrespeito a Lei do Uso do Solo, que destina cerca de 30% da área total dos imóveis para à infiltração de água da chuva.

As Variações da Floresta Amazônica

     A maior floresta do mundo possui três variações: mata do igapó; mata de várzea e mata de terra firme. Estas variações são explicadas pela irregularidade do terreno.
     A mata do igapó está localizada nas proximidades dos terrenos alagados, na parte mais baixa. Suas árvores não passam de 20 metros de altura. É a floresta alagada.
     A mata de várzea está localizada no terreno que, periodicamente é inundado durante as cheias do Rio Amazonas e seus afluentes. Suas árvores são de porte maior com destaque para a seringueira e o cacaueiro.
     Já a mata de terra firme está localizada em terreno livre das enchentes fluviais. Sua vegetação é menos densa do que a mata de várzea. As árvores chegam a atingir de 30 a 50 metros. É nessa variação que ocorre o extrativismo de madeira. Na mata de terra firme se destaca o guaraná, o pau-rosa, a castanheira e o mogno.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Divisão Regional Brasileira de 1989/1990

     O território brasileiro até 1989/1990 passou por diversas regionalizações: a de Delgado Carvalho em 1913, que é considerada a primeira divisão regional do Brasil; a de 1938, que estabeleceu cinco regiões (Norte, Nordeste, Este, Sul e Centro); a de 1942, a de Pedro Geiger em 1964, que se fundamentou no desenvolvimento do capitalismo, e a de 1969/1970.
     Essas regionalizações do espaço brasileiro obedeceram a parâmetros e produziram novas configurações. Quais então, os parâmetros da divisão regional de 1989/1990? Qual a nova configuração?
     Em relação aos parâmetros adotados, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) observou que, o desenvolvimento capitalista provocou mudanças em várias partes do território brasileiro, gerando grandes inovações socioeconômicas, mas áreas sem avanços e outras com problemas; também levaram em consideração as condições naturais, e os processos de metropolização e industrialização.
     Quanto à nova configuração, as alterações foram:
. A criação do Estado do Tocantins por meio da Constituição de 1988;
. A integração do Território Federal de Fernando de Noronha ao Estado de Pernambuco;
.Os Territórios Federais de Roraima, Rondônia e Amapá foram elevados à categoria de Estados;
.O novo Estado de Tocantins passou a pertencer à região Norte.


A relevância do Complexo Amazônico Para a Economia Brasileira

     Antes de abordarmos a respeito da importância do complexo amazônico para a economia brasileira, vamos conhecer como o espaço geográfico se formou.
      O espaço geográfico amazônico tem princípio na política de proteção desse território que, segundo o tratado de Tordesilhas estava no domínio da coroa espanhola. Esta proteção fora exercida pela coroa portuguesa que no século XVII estava sob a submissão aos espanhóis. Portanto, fortes foram construídos, possibilitando uma configuração nova na paisagem amazônica, como o forte do presépio. Já em 1616, fundaram a cidade de Santa Maria de Belém, a qual é hoje Belém, a capital do Pará.
     Além das fortificações, que foram mais de 40, o espaço geográfico se expandiu na medida em que, a busca pelas drogas do sertão torna-se um rico negócio para os invasores.
     Com o ciclo da borracha (XIX e início do XX) essa região atraiu indivíduos de todas as partes, particularmente do nordeste brasileiro fugindo dos efeitos danosos do fenômeno natural da seca.  Cidades como Manaus e Belém tornaram-se prósperas. Mas, o período de esplendor da borracha chega ao fim, em virtude da concorrência externa, asiática, concorrência essa que, só sucedeu em razão da biopirataria de sementes da seringueira, que é típica da região amazônica.
     O espaço geográfico do complexo amazônico ganhou nova reestruturação mais evidente no período do regime militar com criação da Zona Franca de Manaus, da criação da polamazônia, das agrovilas, dos projetos agropecuários, das políticas de construção de grandes rodovias, de instalação de projetos de extrativismo mineral.
     Para a economia brasileira e para diminuir a mobilidade populacional é extremamente importante que, a Zona Franca de Manaus garanta mais empregos, desenvolvendo ainda mais a economia local. Também é relevante o extrativismo mineral para ampliar a oferta de empregos. Todavia, não se pode perder de vista o cuidado com o meio, respeitando as leis ambientais. Enfim, desenvolvimento socioeconômico do complexo amazônico, mas com sustentabilidade.
    

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sociedade, Governo e Empresas Privadas: Fiscalização e Monitoração das Resoluções Tomadas a Nível Internacional Em Questões Concernentes aos Problemas Ambientais

    
     A conjuntura de um mundo global, proporcionado pela tecnologia, pelos acordos econômicos e políticos, pela influência cultural e científica, faz sentir, nos mais diversos lugares as políticas, as resoluções tomadas no âmbito internacional. Portanto, os locais revelam não somente as identidades nacionais dos indivíduos, mas os aspectos externos, internacionais. O local é uma mistura do perto (interno) e do longe (externo). O homem capitalista é um ser local e internacional. Um eclético. Mas como esse indivíduo eclético pode fiscalizar participando da sociedade, do governo, das empresas privadas as decisões tomadas a nível internacional?  No nosso caso, os acordos relacionados aos problemas ambientais.
     Os acordos firmados podem ser verificados por meio da divulgação a nível local e internacional das medidas que foram executadas. Por exemplo, a execução de infraestrura de baixa emissão de carbono. Assim, a sociedade perceberá que as resoluções estão sendo aplicadas. Obviamente que, a sociedade terá ciência por meio dos meios de comunicações de massas. Além disso, a população tem o direito de cobrar por meio de seus representantes, mas para isso, é preciso conhecê-los; são comprometidos em resolver os problemas ambientais, também é relevante a denúncia de indústrias poluidoras e de empresas não comprometidas com a sustentabilidade.
     O governo por sua vez fiscaliza a aplicação das resoluções por meio dos seus órgãos responsáveis e através das reuniões a nível internacional cobrando e fiscalizando as medidas tomadas em conjunto.
     Por fim, as empresas privadas não só fará o papel de fiscalizador como também podem auxiliar com as resoluções, participando ativamente de projetos ambientais que contemplem os acordos, como a diminuição da emissão de carbonos, implantação de parques eólicos, o tratamento adequado dos resíduos sólidos, recuperação da mata ciliar, educação ambiental, entre outros projetos.

Reflexões Acerca do Desenvolvimento dos Setores Secundário e Primário da Região Centro-Sul

     O Centro-Sul brasileiro é onde se concentra o maior número de indústrias, tornado-a a região mais próspera do Brasil. Como o Centro-Sul alcançou esta posição no setor secundário?
    
      Do ponto de vista da história econômica, podemos associar o desenvolvimento da referida região a produção do café. Foi o café que garantiu as reservas de capitais e posteriormente a sua aplicação no setor secundário.
    
      Portanto, o café foi o motor principal para o sucesso do Centro-sul. Entretanto, estamos presenciando a descentralização industrial, mas não em direção aos estados do Nordeste ou do Norte do Brasil, o que resultaria na melhoria de renda dessas populações e diminuiria as migrações; essa descentralização está beneficiando alguns estados de própria região Centro-Sul, que tem no agronegócio sua principal fonte de riqueza. Dentre esses estados podemos citar o estado de Goiás.
    
     Além do sucesso no setor secundário, possibilitado principalmente pela riqueza oriunda do café, o Centro-sul destaca-se na agricultura moderna. Como, então se explica também o sucesso no setor primário?
   
     O seu sucesso é explicado na referida região pela concentração de capitais e indústrias, pelos melhores solos, pelo grande mercado consumidor e pelas indústrias ligadas ao setor primário.
    
   

Reflexões Acerca do Fenônemo da Seca no Semiárido Brasileiro

     O fenômeno da seca é de origem natural, especificamente climático. Como já fora mencionado neste fórum é um fenômeno que ocorre em outras partes do globo. Mas, como acontece o fenômeno da seca?
     Segundo o que estudamos na disciplina Climatologia Aplicada, precisamente na página 47: “ocorre sempre que há diminuição do suprimento de umidade das precipitações ou de umidade armazenada no solo insuficiente para atender as necessidades hídricas das plantas”. Portanto, a seca é motivada pela insuficiência de uma determinada precipitação, no caso, a chuva. Porém, quais as suas consequências?
     Os efeitos do fenômeno da seca vão desde os naturais aos de ordem sociais. Entretanto, a reflexão proposta neste fórum é: Quem, realmente, se beneficia com a perpetuação do fenômeno?
     Também já fora mencionado que locais com precipitações inferiores ao semiárido brasileiro, resolveram a questão da seca, como em Israel por meio de técnicas como o gotejamento utilizado na agricultura. Mas o fato é que, em Israel há uma população (governo e o povo) com uma visão diferenciada- a de povoar e produzir. Enquanto, no Brasil, o semiárido é uma fonte de riqueza para “políticos locais e nacionais”, que se aproveitam dos efeitos do fenômeno da seca para incrementarem o seu poder político e econômico.
     Portanto, entendo ser o semiárido brasileiro uma sub-região não só de povoamento, mas também de exploração. Exploração da população, que não tem visão política. As políticas para diminuir os efeitos da seca não contemplam a população de cerca de 12 milhões de brasileiros. A transposição das águas do Rio São Francisco, apesar de gastar dos cofres públicos, bem menos que será usada na construção do trem bala, ligando o Rio de janeiro a São Paulo, aumentará o poder econômico dos grandes agricultores.
      A irrigação não chegará às pequenas propriedades, onde residem os mais pobres. O solo do pobre não receberá água, mas o solo dos ricos proprietários, sim. Os pequenos agricultores de subsistência continuarão orando por São José que mande chuva para o sertão. Os severinos e severinas continuarão se movendo em direção ao sul e quando chegam vão trabalhar em serviços: nas construções, nas casas de famílias... “Não serão mais chamados de pernambucanos, paraibanos..., mas de paraíbas”.
     Em fim, a indústria da seca é ampla, enquanto o estômago do sertanejo se contrai, diminui. Mas, “quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação...”
   
 
    

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Rio 92: considerações

     Também conhecida por Eco 92, a Rio 92 foi uma assembleia organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) com a finalidade de debater as mudanças ambientais relacionadas aos impactos antrópicos.
     A Rio 92 foi a 2ª reunião dessa natureza, a primeira ocorreu em 1972 em Estocolmo. A reunião de 72 teve grande relevância, uma vez que, proporcionou visibilidade aos problemas ambientais, principalmente no continente europeu.  Além disso, contribuiu criando o palco para a assembleia no Rio de Janeiro, a Rio 92. Outra contribuição para a Rio 92 foram as discussões em torno das mudanças climáticas e dos desmatamentos, que estavam em voga.
     A participação brasileira nessas reuniões caracteriza-se pela ambiguidade. Enquanto em Estocolmo 72, o governo se posicionou contra o acordo, em virtude do desenvolvimento industrial, logo, sem aderir à preservação ambiental; na Rio 92, o Brasil apresentava altos índices de desmatamentos, mas demonstrou uma maior consciência ambiental.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Abordagens ao Conceito de Região

     Segundo o senso comum, região é uma área com aspectos comuns. Já no período do império romano, a região era vista como um território da gestão administrativa sob o poder do Estado. Além disso, como é conceituado o termo região no determinismo ambiental, possibilismo, nova geografia, geografia crítica e geografia humana?
     No determinismo, a região natural é uma parcela do espaço terrestre que apresenta uma específica combinação de elementos naturais: clima, vegetação e relevo.
     No possibilismo, a região é compreendida pelos modos de civilização, de atividade antrópicas e pelos gêneros de vida.
     Já na nova geografia, a região homogênea é uma extensão territorial fruto de um trabalho estatístico (na demografia, geomorfologia, climatologia, capitalismo ou no modo de produção vigente).
     A geografia crítica defende o conceito de que região vinculada ao processo de produção do espaço, ou seja, a divisão sócio-espacial do trabalho.
     Por fim, a geografia humanista caracteriza a região pela diversidade, pelo ecletismo, negando assim, uma determinada corrente de pensamento único.


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