segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Reflexões Acerca do Fenônemo da Seca no Semiárido Brasileiro

     O fenômeno da seca é de origem natural, especificamente climático. Como já fora mencionado neste fórum é um fenômeno que ocorre em outras partes do globo. Mas, como acontece o fenômeno da seca?
     Segundo o que estudamos na disciplina Climatologia Aplicada, precisamente na página 47: “ocorre sempre que há diminuição do suprimento de umidade das precipitações ou de umidade armazenada no solo insuficiente para atender as necessidades hídricas das plantas”. Portanto, a seca é motivada pela insuficiência de uma determinada precipitação, no caso, a chuva. Porém, quais as suas consequências?
     Os efeitos do fenômeno da seca vão desde os naturais aos de ordem sociais. Entretanto, a reflexão proposta neste fórum é: Quem, realmente, se beneficia com a perpetuação do fenômeno?
     Também já fora mencionado que locais com precipitações inferiores ao semiárido brasileiro, resolveram a questão da seca, como em Israel por meio de técnicas como o gotejamento utilizado na agricultura. Mas o fato é que, em Israel há uma população (governo e o povo) com uma visão diferenciada- a de povoar e produzir. Enquanto, no Brasil, o semiárido é uma fonte de riqueza para “políticos locais e nacionais”, que se aproveitam dos efeitos do fenômeno da seca para incrementarem o seu poder político e econômico.
     Portanto, entendo ser o semiárido brasileiro uma sub-região não só de povoamento, mas também de exploração. Exploração da população, que não tem visão política. As políticas para diminuir os efeitos da seca não contemplam a população de cerca de 12 milhões de brasileiros. A transposição das águas do Rio São Francisco, apesar de gastar dos cofres públicos, bem menos que será usada na construção do trem bala, ligando o Rio de janeiro a São Paulo, aumentará o poder econômico dos grandes agricultores.
      A irrigação não chegará às pequenas propriedades, onde residem os mais pobres. O solo do pobre não receberá água, mas o solo dos ricos proprietários, sim. Os pequenos agricultores de subsistência continuarão orando por São José que mande chuva para o sertão. Os severinos e severinas continuarão se movendo em direção ao sul e quando chegam vão trabalhar em serviços: nas construções, nas casas de famílias... “Não serão mais chamados de pernambucanos, paraibanos..., mas de paraíbas”.
     Em fim, a indústria da seca é ampla, enquanto o estômago do sertanejo se contrai, diminui. Mas, “quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação...”
   
 
    

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