segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uso e Conservação do solo

         Conservação do solo não é prática nada rentável para os grandes capitalistas, pois na ânsia do lucro cada vez mais elevado investir em sustentabilidade seria atrofiar os ganhos. Além disso, não podemos esquecer que as indústrias de fertilizantes e agrotóxicos participam da mesma conjuntura econômica que seus parceiros na exploração do solo, e também não querem ver os seus lucros serem levados pelo escoamento superficial até os rios, e de lá para o mar. Não!  Suas intenções são o incremento, o domínio do mercado, a exploração, o capital. Para o solo: compactação. Para quer entrar ar nas camadas mais abaixo? Para quer água infiltrando? Para quer percolar? Basta tão somente o primeiro horizonte, que já desgastado se apresenta sem vida, morto, mas que “ressuscita” por meio de fertilizantes, sendo apenas um meio da exploração capitalista. É o progresso! De quem? Do povo brasileiro? Na verdade, na verdade, vos digo: de meia dúzia.

        Ora, sabemos que a monocultura afeta diretamente os solos, pois reduz em muito os nutrientes, mas será que vão adotar a policultura? Adubação verde é uma boa prática, talvez por agricultor familiar, pois para os senhores do agronegócio é uma péssima ideia, pois reduziria o espaço geográfico da cultura lucrativa. Rotação de cultura nem pensar, pois a especulação e o lucro não deixariam. Não ter soja no ano que vem? Não tem álcool também! Os grandes usineiros estão cultivando tomate, porém no próximo ano estarão cultivando batata doce. Rotação, de quem essa ideia! No sistema capitalista isso é insensatez.

      Há um caminho que nos levará a um porto seguro, e os especialistas nos apontam o desenvolvimento sustentável, que além de conter indivíduos equilibrados, também existem os que se apoiam na esteira verde para condenar o sistema capitalista por inteiro, dos tais não sou, porém entendo que pode haver desenvolvimento equilibrado, que respeite e conserve o solo. Ele é indispensável para a produção de produtos primários e de muitos que serão transformados pelas industriais.

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