terça-feira, 29 de outubro de 2013

A economia socialista de mercado chinesa


A China é um país milenar. Sua história é marcada por período de maior e menor produção cultural, tecnológico e artístico. Já foi império, república, e nos dias hodiernos experimenta um misto de socialismos e capitalismo, uma espécie de “economia socialista de mercado”.  

     É a partir da década de 1970, quando Deng Xiaoping chega ao poder que se inicia a modernização chinesa e a desmaoização do país. Vejamos algumas políticas adotadas pelo novo governo:

.reforma agrícola, disseminando o trabalho assalariado e a iniciativa privada no campo;

.permitiu o surgimento de pequenas empresas, além de formação de empresas mistas, objetivando o capital internacional;

.abriu zonas econômicas especiais, cidades abertas e portos abertos;

    Além dessas ações, que foram relevantes para o desenvolvimento chinês, alguns fatores locacionais atraíram várias empresas estrangeiras como: imensa mão de obra; baixos salários; isenção de impostos, controle do câmbio; moderna infraestrutura; disponibilidade de recursos naturais entre outros.

     Esta conjuntura possibilitou a ainda garante a economia chinesa crescer a taxas de 10% ao ano e segundo o FMI, crescerá no próximo ano, no caso 2014, 7,5%, há então uma redução, mas ainda é elevado, principalmente em relação ao Brasil, que crescerá segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), 2,5%.

      Mas, este crescimento econômico, que tirou milhões de chineses da pobreza e aumentou as desigualdades sociais, além de enriquecer, principalmente os políticos do Partido Comunista Chinês (PCCh), provocou sérios impactos ambientais, pois as empresas tinham permissão para poluir e não havia investimentos em preservação e recuperação ambiental.  As cidades chinesas estão entre as maiores poluidoras do mundo, e também seus cursos hídricos, que têm ocasionado doenças na população, e a grande parte dos recursos naturais estão se esgotando.

     Além disso, o crescimento econômico ampliou a desigualdade territorial. A região costeira é a que recebe mais investimentos, tornando essa área mais urbanizada, moderna e rica. Essa conjuntura tem provocado o êxodo rural, apesar da região central se caracterizar pela concentração demográfica.

     No campo internacional, principalmente no contexto econômico, a China tem chamado a atenção dos demais países por apresentar um grande crescimento econômico e tornando um dos maiores concorrentes dos Estados Unidos. O mercado chinês tem recebido forte investimento de capitais produtivos, mas também tem investido em mercados como em Angola e Sudão, objetivando recursos naturais para manter o seu crescimento industrial. Essa expansão tem recebido críticas, mas o governo chinês afirma que só querem fazer negócios e não impor nenhuma ideologia ou sistema político e econômico. Em 2001, a China entrou na OMC e possibilitou não só o acesso das empresas chinesas a outros mercados como também outras empresas estrangeiras terem acesso ao imenso e crescente mercado interno chinês.

 

 

 

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